Maria Ashton
segunda-fei ,7 dez 2009
Encontros como o WPT congregam centenas de jogadores com um mesmo objectivo, ainda que o perfil dos participantes tenha vindo a mudar drasticamente ao longo dos últimos anos
O encontro mundial conhecido como World Series of Poker está mais quente do que nunca. Não apenas as audiências do WPT têm aumentado exponencialmente em todo o mundo, como o interesse dos jogadores de poker tem vindo a crescer, no sentido de que, nos dias que correm, são muito mais os apreciadores da modalidade que não se contentam apenas com o “poker de sofá”. Pelo contrário, tomam as várias oportunidades que têm à sua disposição para participar num dos eventos mais queridos no mundo do poker, como é o campeonato do WPT.
Desta forma, grandes torneios mundiais são abrigo de mais e mais jogadores, que não ferem as expectativas. Na verdade, e os profissionais não o desmentem, estes espaços são um local privilegiado para encontrar jogadores revelação. Os novos profissionais revelam um padrão muito semelhante, uma vez que são bastante jovens, prometendo uma nova geração muito activa nas mesas de poker.
Esta característica é perfeitamente perceptível nos resultados mais recentes do WPT. Na mesa final de um dos encontros, o mano a mano foi renhido, ainda que o conhecido Joe Cada tivesse levado a melhor ao jogador amador Darvin Moon. É assim que Billy Baxter, um dos nomes de poker mais badalados dos nossos tempos, começou a tomar mais atenção ao “background” destas pequenas grandes estrelas que se formam a cada dia que passa.
De acordo com Billy Baxter, muitos dos principais encontros de poker são, como dissemos há pouco, dominados, por vezes quase totalmente, por estes novos participantes. Outra característica totalmente distinta do que até aqui era considerada a normalidade, é o facto de muitos dos jogadores que agora se lançam em voos mais altos, são geralmente homens de sucesso, detentores de negócios, e que decidem dedicar-se ao poker. Por exemplo, na mesa final do WPT do presente ano, um dos participantes que cabe nestas características ocupou o seu lugar e jogou de forma brilhante. Falamos de Steven Begleiter, um conhecido empresário, e já tido como um jogador semiprofissional.
Com efeito, a par da explosão das salas de poker online, que ajudam todos os seus jogadores a comprar os elevados buy-in de participação nos torneios internacionais, a verdade é que os jogadores com mais posses não conhecem dificuldades monetárias, podendo, desde que tenham a necessária perícia e ultrapassem todos os encontros pré-finais, participar nos campeonatos dos verdadeiros profissionais. E isso está a acontecer neste preciso momento...