Mary Ashton
domingo ,16 jan 2011
Durante o ano passado, foram muitas as mulheres que alcançaram o sucesso, conquistando títulos e valiosos prémios em todo o mundo.
2010 foi o ano das mulheres, no Poker. Com efeito, o conceito, ou diga-se mesmo, preconceito de que a mulher não joga este jogo por falta de competência, bem como a imagem do Poker como sendo um mundo exclusivamente masculino, dominado por grupos de homens a fumarem charutos em torno de uma mesa, parecem ter os dias contados. A verdade é que se até aqui as mulheres representavam apenas 6% dos participantes em torneios, as coisas parecem estar a mudar. O sexo feminino parece ter entrado no mundo do Poker e para ganhar.
Mas analisemos dados concretos: em Março do ano passado, Annie Duke venceu o campeonato Heads-Up da NBC, sendo a primeira mulher a alcançar o título. No mês seguinte, Vanessa Selbst venceu o Evento Principal Mohegan Sun da North American Poker Tour, enquanto Liv Boeree ganhou o Evento Principal da European Poker Tour (EPT), em São Remo. Em Las Vegas, Annette Obrestad não conseguiu vencer o World Series of Poker (WSOP), mas, ainda assim, a sua conta bancária terá contado com um crédito considerável, de $40.000. Em Setembro, Vanessa Selbst voltou a destacar-se, tendo ficado em quarto lugar no High Roller da European Poker Tour, que teve lugar em Londres. Venceu ainda o Torneio Heads' Up e a Partouche Poker Tour.
Mas o sucesso feminino no Poker, em 2010, estendeu-se também ao Oriente, mais concretamente à Ásia, o terceiro continente a ver uma mulher sagrar-se campeã de Poker no ano passado, já que em Novembro a coreana Shin Young-Im venceu o Evento Principal da Asia Pacific Poker Tour Cebu (APPT), depois de ter chegado à final por dois anos consecutivos. Esta vitória deve ter tido um saborzinho especial para Shin Young-Im, visto que ela acabou por vencer o namorado, que ficou em terceiro lugar.
Finalmente, em Dezembro, Vanessa Rousso acabou o ano em grande, vencendo o World Poker Tour Doyle Brunson Five Diamond World Poker Classic, batendo concorrentes tão importantes como John Racener e Andrew Robl.
Assim, é uma realidade inegável que o Poker está finalmente a t
ornar-se num jogo misto, onde homens e mulheres se batem de igual para igual, com as mulheres a saírem muitas vezes vencedoras, podendo o orgulho feminino ser defendido de forma confiante por jogadoras como Vanessa Selbst, que irão certamente deixar a sua marca no mundo do Poker.