Mary Ashton
segunda-fei ,27 dez 2010
Apesar da última tentativa do Senador Reid de fazer passar no Senado a lei da regulamentação do jogo, a opinião geral é que a mesma será chumbada
Tudo indica que a proposta no sentido da legalização do jogo online tem fortes probabilidades de ser chumbada. Recordemos que, no momento, a situação é bastante semelhante à portuguesa, com a inviabilização total do jogo, o que redunda no recurso a sítios online que funcionam como verdadeiras offshore, que, apesar de ilegais, permitem que se jogue à revelia da lei e dos mais básicos requisitos de segurança.
O objectivo do Senador Harry Reid era licenciar a nível nacional as várias operadoras, sendo que as virtuais teriam, posteriormente, de ser licenciadas pelos vários estados onde funcionassem, sendo que estes teriam a liberdade de simplesmente não autorizar o seu funcionamento. Mais iminente que qualquer outro, o benefício desta lei seria de ordem económica e fiscal, na medida em que, para além do valor de licenciamento, cada estado receberia 14% dos ganhos destas operadoras em impostos e o Governo outros 6%.
A verdade é que a conjuntura actual tem tido um forte impacto na indústria do jogo: a Caesars Entertainment não foi capaz de colocar no mercado as suas acções, cujo valor variava entre 15 e 17 dólares. Esta situação deixa o Foxwoods casino, um empreendimento hoteleiro com casino incluindo, situado no sul da Filadélfia, em circunstâncias económicas bastante difíceis. O empreendimento, que pertence à Caesars and the Harrah, conta com uma dívida que já ultrapassa os $20 biliões, e o facto de as suas acções estarem em queda pode levar a uma dificuldade acrescida em obter financiamento para investir em novos projectos.
Assim, é certo que a regulamentação das operadoras de jogo beneficiaria não só a situação económica destas empresas, como a do próprio país. No entanto, de acordo com os analistas políticos, o chumbo da lei parece estar quase garantido, apesar de as negociações estarem bastante activas. Facto é que os republicanos estão em maioria no Senado e alguns deles - bastante importantes, por sinal - estão contra a lei, entre eles Kohn Kyl, Spencer Bachus e Dave Camp.
O único voto cuja orientação é ainda desconhecida é a do próprio líder republicano, Mitch McConnell, visto que no seu estado, o Kentucky, McConnell tem-se revelado um forte apoiante das corridas de cavalos, o que o pode levar a apoiar a aprovação da lei.
Assim sendo, tudo está ainda em aberto. Resta-nos aguardar pelo final deste impasse.