Mary Ashton
quinta-feir ,22 out 2009
Existem inúmeras estratégias de poker, mas nenhuma se revela mais completa do que aquelas que nos ensinam a valorizar as mãos menos fortes com que nos deparamos
Já alguma vez ouviu falar no Dr. Jekyll e no Mr. Hyde do mundo do poker? Não, não se trata de mais um jogador com um nome adaptado directamente do cinema ou da ficção literária, mas antes de uma estratégia.
Muitos dos principais críticos do poker apontam o dedo ao jogo sempre que se coloca a ênfase, ou apenas se toca na palavra... bluff.
Hoje em dia, na opinião de muitos psicólogos, o ser humano, em ambiente social, ou mesmo num âmbito mais íntimo, tende a usar vezes sem conta, à ´media de várias vezes ao dia, estratagemas de sobrevivência que o levam a “esconder” algumas cartas na manga, para surpreender o outro sempre que a situação lhe for favorável. Ora, por outras palavras, todos nós, a qualquer altura do dia, poderemos estar a lançar mão do “bluff”, de modo a “vencermos” os nossos vários “adversários”.
Embora no Poker o bluff, que é nada mais, nada menos, que pura estratégia, não se tenha por hábito esconder cartas na manga, pode-se fazer uso de alguns truques para vencer os nossos opositores, ainda que não tenhamos o melhor jogo do mundo nas nossas mãos.
- Um Mr. Hyde perfeito: geralmente, esta é uma mão que, aparentemente, não ameaça a mão dos adversários, mas, na verdade, poderá acarretar uma série de surpresas mais nefastas para os oponentes! Por exemplo, ao possuir um 6 e um 8 numa situação em que já tenham saído o 4, o 5, o 7, o 9 e o Rei, poderá constituir uma posição privilegiada, em especial para um jogador com uma mão mais forte que a sua.
- Uma pérola na ostra: esta hipótese poderá estar um pouco melhor escondida, mesmo para o próprio detentor desta preciosidade. Assim, poderá controlar perfeitamente o pote se estiver na posse de um par relativamente valioso, apostando valores mais altos. Mas, muita atenção! Por vezes, determinadas atitudes, entre as quais se destacam apostas muito altas da sua parte, poderão indicar aos seus adversários que algo se está a passar, daí passarem a estar mais atentos às suas jogadas. Por vezes, e de acordo com o nível de cada um dos oponentes que tiver à sua frente, poderá mesmo convencê-los de que tem uma mão muito fraca, ou, então, escolher modalidades de poker com menos cartas comunitárias, para que possa controlar a sua mão e as suas emoções de uma forma não tão reveladora...